terça-feira, 27 de setembro de 2011

A dor de dente que dá na gente



Em séculos de história, o homem sempre viveu de ar, água, comida e mistério. Mistério? Sim. É o mistério de não saber o que tem do outro lado do rio que levou o homem a nadar; o mistério em entender a natureza que nos rege levou à existência dos cientistas; o mistério da sociedade imperfeita deixou Marx de “barbas de molho”. Há mistério na história, nas religiões, nos relacionamentos, nos processos seletivos...

Em tudo quanto se possa pensar, há mistério.
Mas o maior mistério de todos é: POR QUE OS SISOS NASCEM? Talvez dentistas, estudiosos e curiosos de plantão já tenham desenvolvido teorias cheias de porquês e quases pormenores, tentando solucionar o caso que, dito por fonte segura, já deixou Sherlock Holmes sem dormir... Mas nada explica tamanha atrocidade!

A criança nasce sem dentes, sofre horrores pra conseguir ter um sorriso completo e, depois de uns poucos anos, já é hora de trocá-los novamente. Nisso, tem toda aquela história de fada dos dentes que nunca chega e a insistência materna em fotografar as “janelinhas”. Isso não é fotografia: é prova criminal, atestado de feiúra.

Depois de ter superado o trauma, anos depois, quando a pessoa já esqueceu do sofrimento odontológico passado, surge uma pequena pontada, entre uma cerveja gelada e outra. É quando começa-se a mastigar a ponta da caneta mais que o normal, numa atitude semelhante à dos bebês que “coçam” seus dentinhos em brinquedos sabor tuti-fruti. Pasmem! Aos 19 anos, para uns; 22, para outros, lá está o indivíduo colocando mais um dente no mundo. Que revolta!

Mas não. Como se não bastasse o ridículo de “coçar” dentinhos na idade adulta, é preciso enfrentar a notícia de que os novos integrantes bucais não contribuirão para um sorriso melhor. Será preciso arrancá-los. Assim, sem dó, nem piedade. Aí, feita a despedida, serão 7 dias sem comer, sem beber, sem nada: um culto pagão à não-longevidade do siso.

Maior que o mistério em entender esse processo doloroso pelo qual passa o ser humano, é responder ao porquê de ainda não existir o MDSS: movimento dos sem siso, ou algum órgão de proteção aos sofredores dos sisos precoces, ou ONG’s, letra de funk, página no facebook, tweet do dia...

Será que não seria agora o momento de aproveitar a febre das greves que começam com tudo e terminam em nada e lutar pelos direitos dos sofredores dos sisos?

Sem-sisos sensíveis do Brasil: uni-vos!

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